segunda-feira, 13 de maio de 2013

Homem de Ferro 3



Desde o primeiro Homem-Aranha, o grande trunfo dos filmes da Marvel era criar uma história que agradava os fãs dos quadrinhos e o público leigo no assunto. Essa fórmula deu tão certo que muitos outros heróis migraram também para os cinemas e, até o momento, tiveram o seu ápice em Os Vingadores. Homem de Ferro 3 começa a mudar um pouco esse tipo de amálgama e foca bastante no público leigo, o que pode deixar os fãs de quadrinhos um pouco decepcionado.

A história começa justamente após Os Vingadores. Tony Stark (Robert Downey Jr.) está meio piradão depois das experiências vividas com aliens, deuses e Hulk. Síndrome do pânico e noites em branco construindo novas armaduras fazem parte da rotina diária do milionário e, refletem, em seu relacionamento com Pepper Potts (Gwyneth Paltrow).  

Esse momento de Stark o deixa alienado para os novos perigos que a humanidade está enfrentando. Um novo vilão chamado Mandarim (Ben Kingsley) ameaça os Estados Unidos com terrorismo e explosões misteriosas. Paralelamente, um antigo cientista conhecido de Tony é apresentando na trama, Aldrich Killian (Guy Pearce) integra a organização IMA (Ideias Mecânicas Avançadas) que tenta realizar negócios com as empresas de Stark. 



É o segurança, amigo e diretor dos outros dois filmes, Jon Favreau, que recoloca Tony na história. Ele começa a investigar o tal Killian e acaba ficando gravemente ferido, desencadeando uma guerra declarada entre Homem de Ferro x Mandarim.



Esta terceira aventura solo do herói metalizado é dirigida por Shane Black, mais conhecido por ser o roteirista da franquia Máquina Mortífera, diretor de Beijos e Tiros, que tinha também Downey Jr. como protagonista e, principalmente, por ser o primeiro soldado a morrer no filme Predador (verdade!). Shane também assina o roteiro desta sequência que é explicitamente voltada ao homem de dentro da armadura. Esta reconstrução de Tony Stark deixa o filme quase que inteiramente para ele, sua armadura aparece em poucos, mas ótimos momentos, fator que pode desagradar alguns. Quem continua muito fiel a sua história original é James Rhodes (Don Cheadle), antigo Máquina de Guerra e atual Patriota de Ferro. Alias, todo o elenco de apoio é ótimo. Os produtores, diretores e executivos não precisam apelar tanto a imagem de Downey Jr. Os Vingadores provaram que grandes protagonistas podem dividir a mesma tela com muito sucesso.    

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terça-feira, 7 de maio de 2013

Oz – Mágico e Poderoso



Se sentir deslocado no mundo é realmente uma merda. Você tenta se enganar com experiências que não gosta, com pessoas que não gosta e acaba aumentando sua insatisfação com a vida. Só que o verdadeiro culpado por tudo isso é você mesmo. A qualquer momento podemos retomar o controle de nossas vidas, seja procurando um emprego novo, nos afastando das pessoas babacas e, principalmente, cultivando somente as coisas que nos fazem bem, nem que elas sejam pouquíssimas.

 Eu sempre gosto de começar os meus textos de filmes com alguma pequena lição de moral que aprendi ou fato que vivenciei. Escrever estas pequenas críticas liberam sentimentos verdadeiros que sinto e que são paralelos com certas histórias contadas nos filmes. Agora que expliquei alguns pontos, vamos ao filme.

 Oz – Mágico e Poderoso é inspirado, obviamente, nas histórias do escritor L. Frank Baum’s. Ele é mais um daqueles filmes origens que vem para começar uma nova franquia nos cinemas e, aparentemente, vai conseguir atingir este objetivo. A história começa apresentando o mágico picareta Oscar “Oz” Diggs (James Franco) que se apresenta num humilde circo itinerário no Kansas. Entre um truque e outro, Oscar aproveita para derreter alguns corações femininos. Como todo pilantra, ele acaba ficando em maus lençóis quando um dos seus casos é descoberto e acaba tendo que fugir dentro de um balão. Na fuga ele é apanhado por um tornado e vai parar na terra de Oz.


 A chegada do mágico não poderia ser melhor. Ele é recepcionado pela linda bruxa Theodora (Mila Kunis) e descobre que é o predestinado a herdar o trono da cidade de Esmeralda, juntamente com todos os seus tesouros. Só que para tudo, existe um porém. Para conseguir todas essas mamatas, Oscar precisa matar Glinda (Michelle Williams), a bruxa boa do sul. E como essa revelação aparece no começo da trama, fica óbvio que alguns fatos estão meio obscuros.


O filme segue o manual dos personagens anti-heróis. Mesmo com todo seu egoísmo, Oscar Diggs mostrará que no fundo ele é alguém que se importa com outras pessoas e fará de tudo para salvar a terra de Oz e seus habitantes. Como eu disse anteriormente, buscar o seu verdadeiro caminho é o que importa, o resto você liga o foda-se.

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Gata do Mês (Abril/13)

Scarlett

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Personagem do Mês (Abril/13)

Tango

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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Mama



Extinto maternal. Presente nos animais racionais e irracionais, este sentimento é tão forte que pode ultrapassar a barreira que separa o mundo dos vivos com os dos mortos. Pelo menos é o que propõe o estreante diretor Andrés Muschietti em Mama. Produzido por quem manja do assunto, Guillermo Del Toro, este filme mostra desde o começo um fantasma transferindo suas experiências de vida para inocentes crianças. O problema é que o ciúmes e raiva de um espírito maligno é muito mais letal do que de uma ex-namorada.

O filme começa com um crime terrível. Jeffrey mata seu sócio e sua mulher e foge com suas duas filhas. No meio da fuga, seu carro derrapa e eles vão parar no final de uma encosta. O trio sobrevive e acabam se refugiando dentro de uma casa abandonada. Na casa, Jeffrey entra em desespero com tudo que aconteceu e resolve matar suas filhas também, mas é impedido por um espírito que vivia dentro da casa.

Após o sumiço da família, Lucas (Nikolaj Coster-Waldau), irmão de Jeffrey, começa a financiar expedições de busca para encontrá-los. Depois de cinco anos, as duas meninas são encontradas em estado pré-histórico e são transferidas para um hospital psiquiátrico onde são tratadas pelo doutor Gerald Dreyfuss.


Lucas e sua namorada, Annabel (Jessica Chastain), com a ajuda do Dr. Dreyfuss, ganham na justiça o direito de ficar com as duas meninas e mudam-se para uma casa onde o tratamento poderá continuar. O problema é que alguém também vai com elas. A nova “Mama” das crianças não demora para mostrar seu extinto maternal e ataca Lucas, o deixando em coma. Annabel se vê sozinha com crianças que ela não queria cuidar e com situações estranhas acontecendo. Só que para ajudar as crianças e ela mesma, Annabel também terá que desenvolver o seu lado maternal.


Mais uma vez os espíritos mostram sentimentos que eram poucos aproveitados nas histórias de terror. Seus novos caminhos viram reflexos de sua vida passada, criando rumos que só levam a dor e sofrimento. Mama é um filme de fantasma que deixa claro desde os primeiros cinco minutos que esta será a pegada do filme inteiro. Sustos ou medo? Nenhum, vale a pena como um conto de terror para criançinhas.       

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sexta-feira, 26 de abril de 2013

A Entidade



Eu acho muito importante a atualização profissional. Conhecer novas tecnologias e saber usá-las a seu favor é um grande passo para o sucesso. O legal é que essa regra serve tanto para os vivos quanto para entidades milenares assassinas. As cabeçinhas pensantes dos roteiristas hollywoodianos podem ter exagerado um pouco em A Entidade, mas dentre as últimas opções de filmes de terror, este é o que chega mais perto de assustar um pouquito.

O filme começa com o escritor Ellison Oswalt (Ethan Hamke) mudando-se, com sua mulher e dois filhos, para uma cidadezinha do interior dos EUA para escrever um livro sobre uma família assassinada, com exceção da filha pequena que está desaparecida. O que Oswalt não contou para seus parentes queridos, é que eles se mudaram justamente para a casa onde aconteceram os terríveis crimes.


Empenhado na investigação, para não dizer obcecado, o escritor esquece de considerar uma regra básica dos espíritos maus, a casa onde ocorre as tragédias são sempre mau assombradas. Ele encontra, estranhamente, vídeos caseiros de outras famílias sendo mortas. O mais sinistro, é a figura demoníaca que ele vê em todos os filmes. Oswalt percebe então que algo sobrenatural está relacionado as mortes, ou ele está ficando paranóico e deixando sua imaginação guiar os seus pensamentos (esse tipo de questionamento também está presente em vários filmes de terror).


Obviamente, boa coisa que não sairia com a ideia brilhante de morar numa casa onde ocorreram mortes estranhas e sem solução. Mesmo assim, eu mantenho a minha opinião que este filme pode causar um medinho, o que o qualifica a ser assistido após a meia noite sem correr o risco de ficar decepcionado com a experiência.

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domingo, 21 de abril de 2013

Meu Pé de Laranja Lima


Hoje em dia, muitos parentes meus dizem que eu era uma criança comportada, que era só ligar a televisão que eu ficava lá brincando quieto com os meus bonecos e minhas armas. A verdade é que ninguém via o que realmente acontecia. Desde o momento que eu acordava, até a hora de dormir, eu vivia em vários mundos diferentes e, embarcava em histórias fantásticas onde eu era sempre o herói imbatível. Mesmo quando eu apanhava bastante de uma legião de ninjas assassinos ou enfrentava o Predador eu bolava um jeito de sair vencedor, sempre graças ao meu poder imbatível chamado imaginação. 

Felizmente eu tive uma ótima infância e nunca precisei usar a minha imaginação como forma de escapar de uma realidade triste. Meu Pé de Laranja Lima mostra justamente este tipo de válvula de escape. Este clássico literário brasileiro toma mais uma vez forma nas telonas para emocionar e derramar lágrimas.

A história de José Mauro de Vasconcelos mostra a vida do menino Zezé. Com seu pai desempregado e sua mãe trabalhando longe de casa, sua família tenta sobreviver com o básico. Mesmo injuriado pela falta de dinheiro, Zezé usa sua imaginação para levar uma vida normal no sentido das traquinagens, o problema é quando seu pai descobre as coisas que ele apronta e mete a porrada literalmente no garoto.


Quando são obrigados a mudar de casa, o jovem mancebo adota um pequeno pé de laranja lima e finge que ele é um amigo/confidente. Zezé conta todas as suas histórias para seu companheiro invisível e aproveita para viver novas aventuras com o mesmo. Paralelamente, ele acaba conhecendo Portuga (José de Abreu), um português solitário de família, cheio de bondade em seu coração, que tenta levar alguma alegria para a vida do pequeno garoto.


Na minha infância eu sempre fui bastante incentivado pela minha mãe a ler bastante. Livros e gibis brotam na minha casa como ervas daninha. Mesmo tendo mais de 200 livros e 3000 quadrinhos eu nunca li este livro. Conhecia a existência do mesmo, mas não sabia que a história era tão verdadeira. É inacreditável o número de livros e histórias que existem publicadas. Uma vida não seria suficiente para ler tudo. Finalizando sobre o filme...ele é bastante emocionante e vale a pena ser conferido. Ponto para o cinema nacional.

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sexta-feira, 19 de abril de 2013

The Call


* Tia Alice 

Que tal um pouco de adrenalina?

Tia Alice adora assistir blockbusters bem feitos que ativam a adrenalina.  Por isso, deixei o tricô de lado, os filmes europeus e fui assistir “Chamada de Emergência” (The Call). O filme é um prato cheio para mergulhar no universo barra pesada do 911, a “colmeia”, no qual cada telefonema traz frequentemente um pedido de socorro.


A protagonista Halle Berry, atendente do 911, cercada por colegas simpáticos e uma chefe durona, além de um namorado policial compreensivo e bonitão, te conduz com mestria pela trama. Aliás, ninguém como Berry consegue ser tão bonita e feia ao mesmo tempo, tão especial e comum, tão personagem. É claro que ela conta com a ajuda do diretor Brad Anderson e do roteirista Rich D´Ovidio para te fazer dar alguns pulos na cadeira e torcer pelo final feliz do sequestro de uma mocinha, que em alguns momentos, parece impossível. Afinal, o vilão da história lembra coleguinhas psicopatas de outros filmes. E um psicopata no enredo acelera a adrenalina de qualquer um. Tia Alice se surpreendeu com o final e claro que não vai estragar tudo aqui contando. Está feito! (assista o filme e você vai entender ...) 

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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Oblivion



Os filmes de ficção científica quase sempre trabalham com situações utópicas. Por este motivo, as vezes fica difícil entrar na história e acreditar em todos os absurdos ali expostos. Talvez eu devesse abandonar as críticas deste tipo de filme e retomar somente no futuro, quando algumas dessas coisas já terão acontecido. Só espero que não aconteça uma guerra contra alienígenas...isso estragaria as minhas sessões da meia noite no cinema.

Oblivion nos apresenta um planeta Terra destruído após uma invasão alienígena. Mesmo vitoriosos, os humanos são obrigados a abandonar o planeta devido à radiação das bombas nucleares e da mãe natureza que, em sua fúria, desencadeou vários desastres naturais. Enquanto a grande parte dos humanos se muda para Titã, uma das luas de Saturno, outros estão ajudando na remoção de nosso bem mais precioso, a água. 

Jack Harper (Tom Cruise) e Victoria (Andrea Riseborough) são os responsáveis em vigiar todo o processo de retirada da água, isso envolve consertar robôs de segurança e enfrentar saqueadores alienígenas. A vidinha dos dois ia bem, até Jack começa a ter estranhos sonhos com uma mulher que ele não lembra quem é.


Num certo dia, uma pequena nave caí na Terra e Jack vai investigar. Assim que ele chega ao local, ele descobre vários humanos em estado de sono, em especial ele vê a mulher de seus sonhos, mas para a sua dupla surpresa, os robôs de segurança começam a matar um por um. Depois de impedir a matança, Jack descobre que a mulher se chama Júlia Rusakova (Olga Kurylenko). No meio de tantas dúvidas, os são capturados pelos saqueadores, mas as perguntas aumentam mais ainda quando eles descobrem que seus captores são humanos disfarçados de alienígenas e lutam pela liberdade do nosso crazy planeta.


Pode ser no passado, presente ou futuro, as informações sempre são manipuladas. Elas podem começar guerras e até mesmo terminá-las. Oblivion desde o começa dá brecha para percebermos que tem alguma coisa errada na história, só não dava para ver que castelo de areia seria tão grande. No final das contas ele se torna um filme médio, que se fosse mais curto e com mais ação teria um impacto mais positivo na minha humilde opinião.   

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domingo, 14 de abril de 2013

Gi Joe Retaliação



Existem filmes que só tem a finalidade do divertimento. Não precisamos pensar, meditar ou ficar remoendo o nosso papel no mundo. O lance é ficar acomodado na cadeira, relaxar e deixar que o filme “fútil” faça a sua magia. Só que para essa tática ser bem sucedida, você não pode criar expectativas para o filme, basta entender que ele está aí para te distrair positivamente nas quase duas horas de duração.

Gi Joe Retaliação é a sequência de A Origem de Cobra. Este segundo filme continua exatamente de onde o primeiro parou. Para quem não lembra, os Cobras trocaram o presidente dos EUA pelo seu agente perito em disfarces, Zartan, e planejam um golpe para dominarem o mundo. Apesar de muitos dos Comandos em Ação do primeiro filme não voltarem, a equipe continua muito letal com as adições de RoadBlock (The Rock), Flint (DJ Cotrona) e Lady Jane (Adrienne Palicki).
Os Cobras resolvem colocar o seu plano em ação e começam acusando os GI. Joes de traição após uma missão no oriente médio. A maioria dos Joes são mortos ou viram foragidos, o que deixa o caminho aberto para o Comandante Cobra ser solto de seu cárcere. Nessa situação de desespero, só uma pessoa poderia ajudar o time do bem....John McClane.. ops Joe (Bruce Willis) se junta aos heróis remanescentes e declara guerra ao falso presidente e toda sua organização do mal.
O filme é isso, uma trama fraquinha que privilegia muitos tiros e explosões com várias piadinhas embutidas. Nem mesmo a reviravolta na vida de Storm Shadow chega a surpreender, quem conhece a história dos gibis e dos bonecos sabia que isso ia acontecer. Já aviso que um terceiro filme acontecerá, diferente da linha de brinquedos, os filmes continuam dando muito lucro e incentivando novos filmes para a franquia.    

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sexta-feira, 5 de abril de 2013

Gata do Mês (Mar/13)

Lori

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Personagem do Mês (mar/13)

Cash

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quarta-feira, 27 de março de 2013

O Voo



Ser bom em alguma coisa é o primeiro passo para criar uma falsa camada de invencibilidade. A confiança inabalável institui também a sensação de poder total nas mãos, ajudando a transformar pessoas carismáticas em metidas. Neste processo todo, é muito fácil machucar as pessoas que estão ao redor, muitas vezes isto acontece imperceptivelmente, infelizmente. Falando em letras miúdas, a pessoa acredita que é tão foda que se acha acima do bem e do mal, podendo magoar e ferir sem se importar com as consequências. Pelo menos, até acontecer algum fato que mude tudo.

Esta pequena introdução se encaixa perfeitamente em O Voo, novo filme do diretor Robert Zemeckis (Forrest Gump). A trama, cheia de turbulência, mostra a saga de um piloto que mesmo com tanto talento para voar, só consegue seguir o caminho da autodestruição. Nesta história, as fraquezas também são expostas, válvulas de escapes mortais que só trazem tristeza e infelicidade senão forem combatidas.

O filme tem um começo alucinante, somos apresentados ao Capitão Whip Whitaker (Denzel Washington) num quarto de hotel, transando com uma aeromoça, bebendo e usando drogas...assim ele se prepara para mais um voo de Orlando para Atlanta.


Já no voo, após uma turbulência inicial, suas habilidades são comprovadas e passam com louvor, levando o avião para a tranquilidade do céu azul e permitindo que Whip tome um suquinho com vodca e tire uma soneca. Seu sono acaba sendo interrompido por algumas falhas mecânicas e obriga o piloto a fazer uma manobra quase impossível para evitar a morte de todos os passageiros. Apesar do ato heroico, os seus segredos aparecem em testes de sangue e revelam tudo que ele tinha usado. Enquanto a união dos pilotos contrata um advogado para ajudar Whip, o capitão acredita veemente que seus problemas com álcool não interferiram em nada, inclusive acha que nem tem problemas.


Com sua vida sendo engolida pelas consequências de suas decisões e de suas fraquezas, Whitaker lutará não mais para provar sua inocência e, sim, para consertar seus erros para que ele possa finalmente se sentir livre. Arrumar a vida nem sempre é fácil, pelo contrário, é tão difícil que muitas vezes precisa acontecer alguma tragédia ou fato fudido para mudarmos, só que nem sempre existe o final feliz e perfeito dos filmes.    

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sexta-feira, 22 de março de 2013

João e Maria – Caçadores de Bruxas



Além de ensinar lições importantes da vida, os grandes clássicos literários infantis sempre mexeram com a imaginação de seus leitores e espectadores, deixando ideias e pensamentos guarnecidos. Essas fantasias acabaram ganhando forma e expandiram alguns universos, como em João e Maria – Caçadores de Bruxas.


Nesta continuação/prequel os roteiristas foram ousados, retornaram ao mundo João e Maria e tentaram criar uma franquia nova, aberta a outras possíveis continuações. Para estruturar este formato foram convocados dois atores bem cotados em Hollywood para serem os pilares de uma possível série de filmes, Jeremy Renner e Gemma Arterton. Além da dupla, a história tem muitas mortes estilosas que fariam inveja a qualquer “acidente” dos filmes Premonição, um atrativo bastante válido para divertimentos cinematográficos. 


Bom, o filme começa mostrando rapidamente a famosa história de infância dos irmãos. Só que ao invés do “viveram felizes para sempre”- após matarem a bruxa que os aprisionou - os dois se tornam caçadores de bruxas, os mais famosos e sanguinários de toda a Europa.  


Quando sete crianças desaparecem misteriosamente na pequena cidade de Augsburg (Alemanha) a dupla é contratada pelo prefeito para resolver o caso. Só que nas intrigas das bruxas nada é tão simples e fácil. A tramoia está diretamente ligada ao passado de João e Maria e envolve uma revolução nos poderes das malvadas. Ou seja, o mundo presenciará mais uma batalha entre o bem e o mal, onde o futuro da humanidade estará em jogo (clichê ou não?).  


Estarei mentindo se dissesse que a história deste filme não é previsível. Com a vontade de criar uma franquia rentável, o diretor Tommy Wirkola elaborou um produto rápido e divertido banhado de sangue. Estaria mentindo também se dissesse que não gostei do filme...acho que vale uma nota 7. 

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domingo, 17 de março de 2013

Amanhecer Violento


Por incrível que pareça, estamos mais preparados psicologicamente para o apocalipse zumbi do que para uma invasão militar. Se acontecesse uma epidemia de mortos-vivos, saberíamos como mata-los, como evitar virar um e escaparíamos indo morar em alguma ilha deserta. Agora, que diabos fazer se a sua cidade for invadida por um exército formado por norte-coreanos e russos? Com certeza a resposta não está neste filme.


Este Amanhecer Violento é na verdade um remake (sim, mais um). No original de 1984, os inimigos são da União Soviética, Cuba e Nicarágua. Só que os tempos eram outros, tecnologicamente e historicamente. Os filmes em si não tinham efeitos muitos elaborados e os próprios exércitos da época não dependiam tanto de equipamentos modernos. Na parte histórica uma invasão neste estilo também fazia mais sentido do que nos tempos atuais.

Esta nova versão se passa em Spokane, uma cidadezinha do estado de Washington. Como toda pequena cidade americana, eles possuem um time de futebol americano chamado Wolverines. A estrela do time é Matt Eckert (Josh Peck) que quase não fala com o seu irmão Jed (Chris Hemsworth), recém chegado do exército.



Numa certa manhã os dois acordam com pequenos terremotos. Quando saem para verificar o que está acontecendo, são surpreendidos com explosões, aviões caindo e milhares de paraquedistas. O pai dos irmãos manda eles fugirem e se esconderem numa cabana nas montanhas. Na fuga, outros aproveitam a carona e se refugiam com os dois Eckert.        


Matt, com seu jeito mandão e militar treina os refugiados para lutarem contra os invasores. Treina tão bem que qualquer um deles consegue atirar e executar táticas de guerrilha melhor do que soldados que ficam anos treinando... Talvez seja por isso que eles são os Wolverines dos tempos atuais.


Mesmo com alguns absurdos, como visto acima, o filme até que não é tão ruim. O difícil mesmo é tentar entender porque ele é tão rápido e aonde foi parar o final. Parece que alguém chegou gritando “Invasão, fujam” e o diretor finalizou o filme para sair correndo. Coisas que só acontecem nos remakes hollywoodianos.      

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